Coorganizada com a Associação Portuguesa dos Arquivos Históricos Privados, esta Mesa-Redonda realizou-se no dia 27 de julho, com a participação de José Manuel Fernandes, Prof. Catedrático em História da Arquitetura, João Paulo Martins, Prof. da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e João Paulo Velez, diretor de Comunicação da Expo-98.
Neste espaço de debate, refletiu-se sobre a forma como as duas grandes exposições do século XX – em 1940 e 1998 – foram um ponto de partida para a reconfiguração e expansão da cidade a ocidente e a oriente. Partindo da análise da Exposição de 1940, que foi a grande montra do século XX em termos de império português, e que decorreu no lado ocidental da cidade, estabeleceu-se um paralelo com a Expo-98, que se estendeu ao longo do lado oriental, com o tema dos Oceanos. Analisaram-se os elementos comuns e opostos, afirmando-se a exposição de 1940 como uma exposição interna, para o mundo português, enquanto a última foi uma mostra aberta ao mundo, onde se definiu um centro urbano completo, equilibrado e com sentido de futuro. A primeira exposição apostou na monumentalidade, a segunda virouse para a modernidade.
O papel dos arquitetos, engenheiros e designers foi relevante em ambas, tendo-se também recuperado
espaços a ocidente e a oriente da cidade, com grande impacto na capital
