José Cabral. Comandante de Marinha. Aviador naval, arriscado acrobata dos céus, colocado em Macau, regressou para ingressar, mais tarde, na aviação comercial. Serviu a Aero Portuguesa, a única companhia europeia que, durante a 2ª Guerra, estava autorizada a fazer a rota Lisboa-Tânger-Casablanca. Desempenhou missões arriscadas e clandestinas. Pelo contributo para a vitória da causa aliada recebeu altas condecorações, entre as quais a Legião de Mérito norte-americana. O avião da cena final do filme Casablanca poderia ser o seu. Tentei, através de um livro, o resgate da sua memória. Entre os múltiplos heróis aviadores que Lisboa recorda na sua toponímia, consagrá-lo poderá ser merecida distinção e digna exaltação de patriotismo.
José António Barreiros
Foi o mote dado pelo escritor, ensaísta, editor e tradutor, Dr. Alberto Manguel, para dissertar sobre Olissipona após o declínio da civilização romana a partir do século II d.c.. Séculos mais tarde, uma inscrição achada no Monte da Lua, em Sintra, afirmava que a Sibila profetizou a expansão dos portugueses na Índia. No início de 1504, Américo Vespúcio deixou vinte e quatro marinheiros portugueses num forte em Cabo Frio, no Brasil; um deles, segundo Thomas More, era Raphael Hytholoday , cujo nome significa “Provedor de Tolices” e que será o primeiro a contar a história de uma terra chamada Utopia. Um erro gramatical, uma profecia, uma sociedade ideal são algumas das máscaras que a cidade de Lisboa usa até aos dias de hoje.
