A quarta conferência deste ciclo aconteceu a 6 de novembro, com a jornalista e escritora, Luciana Leiderfarb, que explorou o “tesouro escondido” no espólio de Eduardo Lourenço, na Biblioteca Nacional.

“Escritos inéditos da sua juventude, o mais antigo de quando tinha 17 anos. Mergulhar neles significou descobrir a génese do filósofo muito antes ter ele consciência de estar a produzir obra”. Procurou compreender-se como, segundo a conferencista, desde o início, o seu olhar foi crítico, indagador e transformador. O homem que antes de ser Eduardo Lourenço foi Eduardo Faria – deste modo ensaiava, ensaiando-se, a assinatura – foi voraz e sistemático na produção de páginas sobre assuntos como a fé, Deus e a religião, o amor e a filosofia, a literatura, a política, os pais, a morte, a infância. Com base nestes documentos, Luciana Leiderfarb elencou um conjunto significativo de temas abordados pelo filósofo e ensaísta que suscitou o interesse e imensas questões no publico assistente.