A cidade de Felicitas Iulia Olisipo (a Lisboa ao tempo dos romanos) foi apenas um elo de uma longa cadeia de povoamento junto ao estuário do Tejo. Este lugar central não nasceu sob a égide de Roma (já era aglomerado quase milenar), nem desapareceu com a desagregação do seu Império.

Começou por ser referência literária, nos textos de autores gregos e latinos, com laivos míticos (a pretensa fundação por Odisseu / Ulisses). Com a reconstrução da cidade, depois da grande catástrofe de 1755, alguns dos seus monumentos emergiram dos escombros do recente cataclismo. Hoje, graças à arqueologia preventiva, a cada dia conhecemos mais desta antiga cidade e seu território, a sua malha urbana, edifícios, actividades económicas. Um conhecimento que todos os dias se acrescenta e enriquece, para surpresa de quantos percorrem as suas ruas sem imaginar o que se oculta debaixo do solo.

Prof. Doutor Carlos Fabião

A quarta e última conferência de 2025 realizou-se no dia 19 de novembro e foi proferida pelo Professor Doutor Carlos Fabião. A intervenção centrou-se na Lisboa do período romano, apresentada como um elo fundamental de uma longa cadeia de povoamento junto ao estuário do Tejo. Através de uma exposição ilustrada com imagens, o orador destacou o carácter central deste território, que antecede a presença romana e que não desapareceu com a desagregação do Império.

Segundo o Professor Carlos Fabião, Lisboa surge inicialmente como referência literária em autores gregos e latinos, envolta em elementos míticos, como a alegada fundação por Ulisses. A conferência evidenciou ainda como, após a reconstrução da cidade na sequência do terramoto de 1755, diversos vestígios romanos emergiram dos escombros. Atualmente, graças à arqueologia preventiva, o conhecimento sobre a antiga cidade, a sua malha urbana, edifícios e atividades económicas tem vindo a crescer de forma contínua, revelando um património oculto sob as ruas da cidade contemporânea.